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Uma pilha de documentos jurídicos presa por uma mola sobre uma secretária de madeira, à luz de uma janela.

Regulação · 3 min

Nova Iorque pede a tribunal que obrigue a Kalshi a responder

Uma pilha de documentos jurídicos presa por uma mola sobre uma secretária de madeira, à luz de uma janela. · Bonusjungle illustration

A Comissão de Jogo do Estado de Nova Iorque pediu a um tribunal de Manhattan que obrigue a Kalshi a entregar documentos sobre os seus contratos desportivos, a oferta a nova-iorquinos com menos de 21 anos, a publicidade e a estrutura acionista. Diz precisar deles para decidir eventuais coimas. Ainda nada foi decidido.

A Comissão de Jogo do Estado de Nova Iorque (NYSGC) recorreu ao tribunal para obrigar a Kalshi a entregar documentos que, segundo a Comissão, a plataforma de mercados de previsão se recusa a fornecer. Numa petição ajuramentada ao Supremo Tribunal do Estado de Nova Iorque, condado de Nova Iorque – apesar do nome, um tribunal de primeira instância em Manhattan, não o tribunal superior –, que segundo o RG.org e o AskSpinner deu entrada no sistema eletrónico dos tribunais (NYSCEF) a 22 de outubro de 2026, a Comissão pede que a Kalshi Inc. e a KalshiEX LLC sejam obrigadas a cumprir as intimações para entrega de documentos (subpoenas) emitidas a 31 de julho. A Comissão é representada pelo gabinete da procuradora-geral Letitia James.

Segundo a petição, tal como o RG.org e o AskSpinner a citam, a Comissão quer o material «para poder determinar se aplica coimas civis à Kalshi e a outros por violações da Racing Law e, em caso afirmativo, em que montantes» (tradução nossa). Segundo o AskSpinner, pede ao tribunal que ordene o cumprimento integral, respostas escritas e todos os documentos relevantes não protegidos no prazo de dez dias após uma decisão.

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O que Nova Iorque pede

As intimações foram emitidas ao abrigo da secção 104(7) da lei nova-iorquina sobre corridas de cavalos, apostas mútuas e criação (Racing Law), com data de entrega a 14 de agosto. Segundo o advogado especializado em jogo Daniel Wallach, que publicou excertos da petição, abrangem documentos sobre:

  • os contratos da Kalshi sobre eventos desportivos;
  • o que oferece a nova-iorquinos com menos de 21 anos;
  • publicidade que descreve os seus produtos como apostas;
  • a estrutura acionista e societária.

Segundo a petição, tal como o RG.org e o AskSpinner a citam, a Kalshi gere há pelo menos 18 meses «uma enorme empresa em Nova Iorque concebida para permitir apostar em desporto e noutros assuntos» (tradução nossa), sem licença de apostas desportivas da Comissão. Segundo o documento, a Kalshi recusa-se a responder a pontos essenciais, apesar de vários tribunais terem recusado impedir a Comissão de aplicar a lei, e outras respostas são insuficientes.

São alegações da Comissão. Não foram apreciadas em tribunal, não há notícia de qualquer decisão e não encontrámos qualquer reação pública da Kalshi à petição. A Kalshi defende há muito que os seus contratos de eventos – contratos de sim ou não sobre o desfecho de um acontecimento real, como um jogo – são produtos financeiros regulados pela entidade federal norte-americana CFTC (Commodity Futures Trading Commission), e não apostas sujeitas às leis de jogo dos estados.

Porque é que a questão dos menores de 21 importa

A idade legal para apostar em desporto em Nova Iorque é 21 anos, e as regras do estado obrigam os operadores licenciados a manter afastados os mais novos. A Comissão quer saber o que a Kalshi oferece a nova-iorquinos abaixo dessa idade. Na nossa opinião, é o pedido com o ângulo mais claro para o consumidor: se os contratos desportivos contarem como apostas desportivas, como Nova Iorque defende, o limite de idade é uma das primeiras regras em causa. Por agora é uma pergunta numa intimação, não uma conclusão.

Uma frente distinta dos processos federais

Esta petição diz respeito a documentos de investigação, à margem do litígio mais amplo sobre quem regula os mercados de previsão em Nova Iorque:

  • A ação da própria Kalshi contra os membros da Comissão (KalshiEX LLC v. Williams, S.D.N.Y., n.º 1:25-cv-08846). O tribunal recusou à Kalshi uma providência cautelar a 7 de julho de 2026; o recurso está no Second Circuit (n.º 26-1835).
  • A petição civil da procuradora-geral contra a KalshiEX, apresentada num tribunal estadual a 31 de julho e transferida pela Kalshi para a justiça federal no mesmo dia (n.º 1:26-cv-06550); o pedido de Nova Iorque para a devolver ao tribunal estadual está pronto para decisão desde 28 de agosto.
  • A ação da própria CFTC contra Nova Iorque no Southern District of New York, intentada em abril, para que se declare que a lei federal lhe dá competência exclusiva sobre contratos de eventos.

O que ainda não significa

Não há coima, nem ordem contra a Kalshi, nem bloqueio. O tribunal só tem de decidir se a Kalshi deve responder às intimações; qualquer sanção seria uma decisão posterior. Outros estados também pressionam os mercados de previsão, desde as ordens de cessação do Missouri até o aviso do Ohio aos seus licenciados, enquanto a CFTC traçou a sua própria linha entre apostas de casino e contratos de eventos.